terça-feira, 31 de agosto de 2010

É amanhã! Mas começa hoje...


Atrações Início da festa às 19h30, do dia 31 de agosto. O término está previsto para 1h00 do dia 1 de setembro. Estão programadas seis shows de artistas corintianos no Vale do Anhangabaú.

São eles:

• Timão Rock - com Ronaldo e Os Impedidos, Badaui e Japinha (da banda CPM 22) e Paulão (Velhas Virgens);

• Rapping Hood e Negra Li (rap e black music);

• Nuwance (pagode);

• Maria Cecília e Rodolfo (sertanejo);

• Bateria integrada das torcidas do Corinthians (samba);

• Exaltasamba (pagode) - com participação de Paula Lima e Ernesto Teixeira no lançamento da música oficial do centenário “Eu sou guerreiro”

O ápice da celebração será um show pirotécnico com 10 minutos de duração que ocorrerá exatamente na virada do dia 31 para o dia 1º (dia do centenário).






segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ele merecia mais


Já tem algum tempo que terminei de ler a biografia de Zidane. Não escondo de ninguém a minha admiração pelo francês. Com a minha idade, 25 anos, é o maior que vi jogar. Nenhum outro jogador da minha geração possuía a classe de Zizou, ele dava toques de refinamento ao esporte bretão. Era literalmente um chef francês, transformava o bruto em simples, em belo e excepicionalmente delicioso de se ver.

Zizou teve classe até na hora de parar. É claro que não estou falando da cabeçada que desferiu no italiano Materazzi durante a final da Copa de 2006, mesmo que ele tenha merecido. Mas Zidane, diferente do que a maioria costuma fazer, parou no topo, ninguém discutia que ele ainda tinha lenha para queimar, de que ele tinha, e ainda tem, futebol para jogar em alto nível. Mas preferiu parar no auge a se arriscar a decair lenta e vagarosamente. Não queria manchar uma carreira inteira de brilhantismo.

O que Zizou talvez não percebesse, que sabe até por uma questão de humildade, é que ele é o tipo de jogador que poderia fazer o que quiser, sua imagem estaria sempre intacta diante dos torcedores, mesmo que seu futebol decaísse de uma maneira que é impossível de se imaginar. Mas ele não quis assim, e a última imagem que temos desse gênio em campo é sim a dele saindo de campo ao lado do troféu da Copa sem nem olhar para trás, mas é também e principalmente, a imagem do diferenciado, do maestro, que é capaz de cobrar um pênalti de um jeito novo em plena final de Copa, a coragem.

Me lembro que naquela final, eu entre diversos amigos, era o único que estava torcendo para a França, e era assim no Brasil inteiro, 97% do país não suportaria ver Zizou erguendo mais uma taça (mesmo que ele não tenha sido a capitão em 98), quanta amargura. Mais do que a herança italiana que nós brasileiros carregamos, era contra Zidane que gritamos, só porque ele nos destroçou nas duas vezes que nos enfrentou em Copas do mundo.

Naquela final, era o belo de um lado e o futebol burocrático de outro. No futebol nem tudo são flores, que o digam os hungaros e holandeses, que ostentariam um título ao lado de França, Inglaterra e Alemanha. Sim porque a força alemã foi quem derrotou o futebol arte da Hungria em 1954 e da Holanda em 1974. Levou quem não merecia. Esta também é a graça do futebol.

Por tudo isso não tive dúvidas que iria comprar este livro quando o vi na prateleira de uma loja. Mas Zizou merecia mais. Talvez após ter lido a biografia de Garrincha tenha começado a ver esse gênero literário com outros olhos.

O livro de Zidane é pobre, feito por uma apaixonado. Não nos mostra o Zidane humano, quando tenta é muito raso. Só apresenta o Zidane imaculado, o jogador perfeito, o jovem persistente, humilde e de pouca fala. Este todos nós conhecemos, e como disse antes, nada, nem a cabeçada em Materazzi mudará, mas era este Zidane que queriamos ler, claro que sem se esquecer do outro.

Mas o livro segue uma linha muito óbvia, muito reta. A antítese do futebol praticado por Zizou. Mas ele ainda é jovem, o livro foi lançado logo após Zizou ter pendurado as chuteiras, quem sabe aparece alguém capaz de escrever a vida de Zizou da maneira que ele jogava. Porque nem este livro vai mudar minha impressão sobre ele.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Curtas, porém importantes do esporte

Foram sorteados os grupos dos dois mais importantes torneios de futebol entre clubes da Europa.

Atlético de Madrid e Inter de Milão estão na briga pelo bicampeonato da Liga Europa e da Champions respectivamente.

Como de costume em competições desse estilo, tivemos os chamados "grupos da morte" em ambos torneios. Confiram os grupos então:

Liga Europa

Grupo A: Juventus (ITA), Manchester City (ING), Salzburg (AUT), Lech (POL)

Grupo B: Atlético de Madri (ESP), Bayer Leverkussen (ALE), Rosenborg (NOR), Aris (GRE)

Grupo C: Sporting (POR), Lille (FRA), Levski (BUL), Gent (BEL)

Grupo D: Villareal (ESP), Club Brugge (BEL), Dinamo Zagreb (CRO), PAOK (GRE)

Grupo E: AZ Alkmaar (HOL), Dynamo Kyiev (UCR), BATE Borisov(BLR) Sheriff (ROM)

Grupo F: CSKA Moscou (RUS), Palermo (ITA), Sparta Praga (CZE), Lausanne (SUI)

Grupo G: Zenit (RUS), Anderlecht (BEL), AEK Atenas (GRE), Hajduk Split (CRO)

Grupo H: Stuttgart (ALE), Getafe (ESP), Odense Boldklub (DIN), Young Boys (SUI)

Grupo I: PSV Eindhoven (HOL), Sampdoria (ITA), Metalist (UCR), Debrecen (HUN)

Grupo J: Sevilla (ESP), Paris Saint-Germain (FRA), Borussia Dortmund (ALE), Karpaty (UCR)

Grupo K: Liverpool (ING), Steaua Bucareste (ROM), Napoli (ITA), Utrecht (HOL)

Grupo L: Porto (POR), Besiktas (TUR), CSKA Sofia (BUL), Rapid Viena (AUT)

Grupos da morte: principalmente o J, pelo equilíbrio entre três equipes que buscam duas vagas, mas o I também é interessante e não podemos esquecer o A, que conta com dois grandes favoritos ao título, mas que não devem encontrar dificuldades para passar de fase

Champions League

Grupo A - Internazionale (ITA), Werder Bremen (ALE), Tottenham (ING) e Twente (HOL)

Grupo B - Lyon (FRA), Benfica (POR), Schalke 04 (ALE) e Hapoel Tel-Aviv (ISR)

Grupo C - Manchester United (ING), Valencia (ESP), Rangers (ESC) e Bursaspor (TUR)

Grupo D - Barcelona (ESP), Panathinaikos (GRE), Copenhague (DIN) e Rubin Kazan (RUS)

Grupo E - Bayern de Munique (ALE), Roma (ITA), Basel (SUI) e Cluj (ROM)

Grupo F - Chelsea (ING), Olympique de Marselha (FRA), Spartak Moscou (RUS) e Zilina (SVK)

Grupo G - Milan (ITA), Real Madrid (ESP), Ajax (HOL) e Auxerre (FRA)

Grupo H - Arsenal (ING), Shakhtar Donetsk (UCR), Braga (POR) e Partizan (SER)

Grupos da morte: aqui a coisa já ficou um pouco mais feia. Destaque principal para o Grupo G, que sozinho acumula 20 títulos da Champions. Os grupos A e B são bem equilibrados e devem nos brindar com grandes jogos.


Rubinho é 300


Já tem algum tempo que deixei de acompanhar com entusiasmo a F-1. Hoje ela é mais um negócio do que um esporte. Mas não podemos deixar de parabenizar o nosso Rubens Barrichello por alcançar a marca de 300 Gps na carreira.

Rubinho, em sua 18° temporada, é o cara com o maior número de corridas na história da F-1, quem chega mais perto dele é Michael Schumacher, que fará neste fim de semana sua corrida n° 263, mas o alemão dificilmente alcançará a marca do brasileiro, já que é três anos mais velho. O próprio brasileiro diz que esse recorde Schumi não leva, já que ele não parara de corrrer antes dele.

Rubinho é o cara que mais tempo esteve dentro de um cock-pit, disputou nada menos do que 36% de todas corridas de F-1 na história. É claro que antigamente menos Gps eram disputados por ano, mas nada que desmereça seu mérito, fora isso ele é também o 4° maior pontuador da história e o 4° que mais vezes subiu ao pódio, liderou provas por mais de 4.000 Kms.

Parabéns para o Rubinho, que é um cara bacana e bem querido por todos da F-1, algo raro em um esporte que é quase uma fogueira das vaidades, com um ego maior que o outro. Prova disso também é que ele acaba de ser eleito presidente da Associação do Pilotos. Ele merece.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

No Alvo?


Foram necessários 90 anos para que o Brasil voltasse a ter um medalhista olímpico no tiro. Quem fez história foi o garoto Felipe Wu de apenas 17 anos, ele levou a medalha de prata na prova da pistola de ar de 10 metros, nos Jogos Olímpicos da Juventude, disputada em Singapura. Antes dele, as últimas medalhas tinham sido nos Jogos da Antuérpia, de 1920!

Quem recebe a notícia assim, pode achar que o nosso país vem desenvolvendo políticas para incentivar a prática esportiva entre nossos jovens, que estamos pensando no futuro, afinal, Felipe tem apenas 17 anos, imagina ele nos jogos do Rio-2016? Mas imagina se ele desiste do esporte?

Pois é isso que pode acontecer até lá. E imagine quantos jovens talentos perdemos todos os anos por pura falta de apoio, porque a história de Felipe é de garra e vontade, e sua vontade pode mudar logo logo.

Mesmo seu técnico dizendo que ele tem tudo para ter um grande futuro no tiro esportivo, com capacidade até de ser um medalhista olímpico adulto, isso tudo não depende apenas da vontade dele, é preciso apoio, que até agora em sua curta carreira, tem sido miníma. Até os Jogos do Rio, poderemos ver Felipe construindo aviões, é isso mesmo.

Felipe é paulista. O tiro está na sua família, seus pais praticam o esporte, foi assim que ele começou e era assim que estava até pouco tempo atrás. São Paulo não tem um estande de tiro de padrão olímpico, Felipe treinava, e ainda treina, em sua casa, em um estande improvisado com o alvo a 8 metros de distância, dois a menos que o oficial. Como pode a maior cidade do país não ter estrutura de treino para esse esporte, cadê o apoio? O pensamento no futuro?

Ele simplesmente não existe, isso porque o único estande olímpico no Brasil fica no Rio de Janeiro, e só porque tivemos lá o Pan em 2007, senão nem isso. E a sorte é que Felipe é paulista, o Rio está logo ali. Mas ele pouco usa o local.

Na verdade começou a utiliza-lo há apenas 5 meses, quando conseguiu a classificação para os Jogos de Singapura. É isso mesmo, ele conseguiu a classificação para um evento olímpico treinando em casa, após isso é que o COB começou a disponibilizar viagens períodicas ao Rio para o garoto poder treinar.

Mas ele não pode ir todo dia até lá treinar. As viagens ainda atrapalham os seus estudos, ele quer prestar Engenharia Aeronáutica. O vestibular é difícil, é preciso dedicação, por isso ele pode acabar largando o esporte. Em 2016, Felipe pode estar se formando Engenheiro com um belo salário.

Culpa dele? Claro que não. Como competir assim?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais uma da série: "A que ponto chegamos"


Aqui em Pernambuco tem candidato a governador prometendo reformar o estádio do Santa Cruz. Quanta apelação... mas vocês aí em São Paulo ganham de lavada.


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Homicida

Para quem não conhece, apresento agora o Emicida.

Não é de hoje que o muleque tem um nome aqui em SP. O primeiro é um som muito bom dele, o segundo é ele literalmente esmagando um MC carioca em uma batalha.

Essas batalhas são muito comuns no Rio e em São Paulo. Mcs se reunem para uma disputa de improviso, quem decide o vencedor é a plateia. Como em tudo, sempre houve uma rivalidade grande entre Rio-SP, mas o público soube quem era o vencedor.

Isso é cultura de rua brasileira. Como um repente nordestino. E quem levaria a melhor em uma batalha?? Vai saber. Isso é Brasil.




História boa e real



Depois de algum tempo só escrevendo sobre futebol, eis que surge uma motivação para que eu fale da sétima arte novamente. O filme já não está no cinema, aliás, nunca esteve, pelo menos aqui no Recife. O Grande Desafio (The Great Debaters), dirigido e estrelado por Denzel Washington e produzido, entre outros, por Ophra Winfrey, é uma ótima história.

Para começar é uma história real, o que na minha opinião, ajuda muito um filme a ser bom. O roteirista e o diretor tem a missão de reduzir todos os detalhes ao tamanho de um longa-metragem, mas quando é tudo verdade é mais fácil o espectador se envolver. Denzel e Robert Eisele, o cara do roteiro, conseguiram relatar "O Grande Desafio" muito bem.

O filme conta a história de um grupo de alunos da Wiley College, uma instituição de ensino voltada exclusivamente para negros, que liderados pelo professor Melvin Tolson, forma uma equipe de debates praticamente invencível na década de 1920. A maior parte do filme se passa no Texas, onde o preconceito racial era extremamente forte e, a princípio, a equipe só podia debater contra alunos também negros.

Além dos temas dos debates, que são muito bons e provocam discussões e diálogos muito elaborados, o filme também aborda a questão do início do movimento sindical nos porões das fazendas do Texas, e a violência do preconceito racial, que na época, fazia com que negros fossem assassinados por serem negros.

É um filme muito inteligente. Indico a todos que gostam de uma boa história real.