segunda-feira, 12 de abril de 2010

Legendados


Aconteceu neste último sábado a estreia do novo programa de Marcos Mion na TV Record. Legendários fez um grande alarde antes de começar, prometia ser uma revolução na maneira de se fazer humor na TV brasileira. O que a gente viu não foi bem isso.

Mion já começou fazendo juras de amor a sua nova emissora, fato no minímo curioso, o que deve ter feito o apresentador se emocionar realmente foi o seu novo salário. Disse que eles iriam revolucionar a TV, não poupou elogios aos integrantes do programa, disse que não querem rir de ninguém, querem rir com todos, juntos, falou que iriam fugir do padrão, não iriam apelar para sensualidade ou coisas do gênero para alavancar a audiência. Queria saber então o que é que faziam no palco quatro dançarinas de biquíni.

O show de horror ainda continuaria com a ex-BBB Jaque Khury, ela apresentou um quadro sobre músicas brochantes, mais uma vez ela aparecia com pouca roupa. A sensação que tinhamos era só uma: "o que aquela pessoa estava fazendo na TV?"

O paraquedista Gui Padua também faz parte da trupe. Mas o que ele faz, além de aparecer voando dos céus durante algum quadro, ainda é vago. Sua participação seria mais uma das "revoluções" do programa. Ele próprio tem um quadro intitulado "Proibidão". A ideia seria fazer ele saltar de locais proibidos e o que começou intrigando, terminou de forma trsite.

O quadro começou com um certo suspense sobre o que seria, parou por ai, porque tentaram encenar esse suspense com Gui pedindo a autorização de Mion para alguma coisa, Mion respondia que depois veria aquilo, que estava sem tempo. Cena lamentável. Então Gui resolveu que faria o salto de qualquer jeito. Depois de todo o suspense aonde é que seria esse incrível salto? Não da ponte Rio-Niteroi né? Pois foi de lá que ele pulou. Deu a impressão de que não era grande coisa. Para terminar de forma brilhante ele ainda diz para a câmera: "Uhul! Mais um salto proibidão para os legendários!". Como assim mais um? Este não foi o primeiro?!

O grupo que migrou da MTV junto com Mion ainda procura se encaixar melhor. João Gordo não poderia ser um mero coadjuvante do grupo não é mesmo? Então cabia a ele mais uma das "revoluções" do grupo. O programa seria interativo, os espectadores poderiam passar suas mensagens via twitter. A função de João seria ficar assistindo ao programa de sua casa e comentando sobre o que estava achando. Ou o Gordo agora mora em um estúdio de TV ou então sua casa é bem moderna. Qual será a alternativa correta?

Ele também tentou dar uma de Danilo Gentili, denunciando a máfia das multas e tentando colocar o prfeito Kassab contra a parede, mas ele não tem muita graça desempenhando esse papel.

Felipe Solari (quem?) fez mais uma ação politicamente correta, entre várias que o programa exibiu. Se vestiu de árvore, saiu às ruas para protestar contra a poluição e por fim botou todos para plantarem mais de 6.000 mudas de árvores, compensando assim toda emissão de carbono que o programa fará em um ano. Advinha quem chegou dos céus só para plantar árvore?

A turma do "Hermes e Renato" é quem salva o programa. Os caras são bons para fazer os outros rirem, sua sátira de programas tele-venda foi muito boa. Mas a nova emissora quer descaracterizar o grupo.

Além de agora eles serem parte de algo, ou seja, o programa não é mais apenas deles, Legendários ainda o fizeram contracenar em mais uma cena triste, na qual eles sofriam um acidente de carro. O resultado era que eles não lembravam de mais nada sobre seus antigos trabalhos, mas que uma lesão no cérebro o deixaram mais criativos, diagnóstico esse dado pelo respeitado doutor sem-graça-alguma, conhecido como Brito Júnior também.

O programa coloca no ar agora uma votação para escolher o novo nome do grupo. Precisava disso? Espero que eles não se percam no programa, para depois não se arrependerem de terem acabado com o grupo. Porque além deles, poucas coisas se salvaram no primeiro programa.

O quadro que Mion já fazia desde sua época de piores clipes do mundo, rende boas risadas. O grupo reencenado clipes músicais é bem legal.

A grande surpresa foi por conta de Marcelo Marrom. Apesar de ter sido usado em um quadro politicamente correto, onde detectaria o nível de preconceito do brasileiro, se mostrou um grande comediante. Seu personagem, o Super-Tição, o super-herói brasileiro, me fez rir bastante e ansiar por suas aventuras. Vamos ver né?

Por fim, a ideia passada no primeiro show foi esse, de grande produção e pouco conteúdo. Um pouco mais do mesmo.

Pelo menos é uma alternativa a Zorra Total.

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